Novamente com o brilho de Carlos Miguel nos pênalti, Palmeiras vence o Vasco e agora vai encarar o Grêmio na decisão

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Mais uma vez Carlos Miguel foi o nome da classificação palmeirense. Com duas defesas nas cobranças de pênalti, o goleiro garantiu o time paulista na decisão da Copa do Brasil.Na tarde deste domingo, com uma atuação sanguínea e empurrado pela torcida, o Vasco desfez a vantagem construída pelo Palmeiras no primeiro jogo ( vitória por 1×0) e venceu o confronto da volta por 2 a 1. Colídio abriu o placar, Piquerez empatou com um golaço, mas Puma Rodríguez recolocou os vascaínos na frente em cobrança de falta. Nos pênaltis, no entanto, a equipe de Abel Ferreira mostrou a frieza e o poder de decisão do elenco que briga pela Tríplice Coroa na temporada.

A final da Copa do Brasil 2026 será disputada entre Palmeiras e Grêmio. O jogo será no dia 6 de dezembro, no Mané Garrincha, em Brasília.

Carlos Miguel comemora pênalti defendido em Vasco x Palmeiras (Foto: Jorge Rodrigues/AGIF)

Apesar da linda festa feita pela torcida do Vasco, o Palmeiras começou melhor e perdeu uma grande chance logo aos três minutos: Giay aproveitou rebote de Léo Jardim e mandou um chutaço cruzado que passou muito perto da trave.

O Cruzmaltino respondeu no minuto seguinte: Lescano arriscou de fora da área e exigiu boa defesa de Carlos Miguel, que mandou para escanteio.

A partida era lá e cá: aos 10, Flaco López subiu bem após cruzamento de Piquerez e cabeceou bonito. A bola viajou e explodiu no travessão adversário.

A torcida alviverde voltou a lamentar aos 15, quando Arias carregou pela intermediária e disparou de fora da área. Novamente, a bola carimbou a trave.

Mas aos 16, foi o Vasco que fez a festa. Cuiabano arrancou pela esquerda e cruzou rasteiro para Colidio, que chapou de primeira para o fundo das redes.

A partida, que já era quente, ficou ainda mais aos 20 com um lance muito polêmico: Gabriel Pereira acertou uma solada na canela de Arias, e os atletas alviverdes pediram expulsão. O árbitro Bráulio da Silva Machado, porém, mostrou apenas amarelo.

Em busca do empate, o Palmeiras ficou muito perto do gol aos 28: Flaco López ajeitou de cabeça e Maurício chegou testando a bola, mas Léo Jardim saiu de forma arrojada e fez grande intervenção.

Depois disso, a partida ficou truncada, com muitas faltas e reclamações. O Alviverde ainda tentou o empate em batidas de escanteio, mas o Cruzmaltino levou a vantagem para o intervalo.

Na volta do intervalo, o Cruzmaltino regressou um pouco melhor, mas foi Palmeiras que buscou o empate com um verdadeiro golaço.

Em ótima jogada individual, Piquerez entortou Paulo Henrique, levou para a perna direita e soltou um balaço no ângulo, sem qualquer chance para Léo Jardim.

O Vasco, então, foi para o tudo ou nada com as entradas de Pumita Rodríguez e Brenner: all in do técnico Pedro Emanuel.

Abel Ferreira respondeu no lado paulista, acionando Vitor Roque, Andreas Pereira e Arthur para conter o ímpedo adversário.

No “toma lá, dá cá”, melhor para o Cruzmaltino: em cobrança de falta aos 31, Pumita Rodríguez soltou uma bomba rasante, que morreu no cantinho do gol.

Com placar agregado igualado em 2 a 2, a decisão foi para os pênaltis. Logo na primeira batida do Vasco, Lescano parou em defesa de Carlos Miguel. Todos os outros converteram suas cobranças, até que Giay teve a chance de classificar o Alviverde, mas foi impedido por Léo Jardim. Nas alternadas, o goleiro do Palmeiras defendeu penalidade de Andrés Gómez e carimbou vaga na final.

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