Uma depois após o comunicado do clube que não renovaria com Memphis Depay por questões financeiras, o Corinthians voltou atrás e decidiu manter o jogador no elenco. O atacante de 32 anos fez força nos bastidores pela permanência, aceitou as condições financeiras impostas pela diretoria e assinou novo vínculo de dois anos, até julho de 2028.
O movimento de uma possível reviravolta na renovação de Memphis ganhou força por conta da mudança de opinião de conselheiros que defendiam a saída do camisa 10 do Timão.
Parte dessas pessoas com influência política passou a avaliar que o Corinthians deveria renovar com Memphis, entendendo que seria uma postura inteligente de Osmar Stabile, presidente do Corinthians, rever a situação. Os aliados mais próximos do mandatário, no entanto, continuaram apoiando a decisão de não estender o vínculo.

Marcelo Paz, Memphis Depay e Osmar Stabile posam para foto com a renovação contratual do jogador holandês — Foto: Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians
A proposta reunia salários, direitos de imagem, verbas de marketing, ajuda de custo, premiações e a repactuação da dívida acumulada no contrato anterior. O valor total era estimado em aproximadamente R$ 110 milhões.
As conversas foram retomadas inicialmente para discutir o pagamento da dívida do Corinthians com Memphis. A possibilidade de renovação voltou à mesa depois que o clube indicou que aceitaria manter o atacante caso houvesse redução nos valores adicionais ao salário e aos direitos de imagem.
De acordo com o que foi apurado, Memphis abriu mão de aproximadamente R$ 13,7 milhões em relação ao pacote anterior. O holandês retirou a ajuda de custo de R$ 250 mil mensais, que somaria R$ 6 milhões ao longo dos dois anos, e aceitou reduzir de R$ 15,4 milhões para R$ 7,7 milhões o compromisso relacionado à captação de receitas de marketing.
Salários e direitos de imagem deverão totalizar cerca de R$ 54 milhões nos dois anos de contrato. Os valores terão reajustes durante o vínculo e representarão uma média mensal superior a R$ 2 milhões.
O novo acordo também repactua a dívida acumulada pelo Corinthians durante o contrato anterior. A pendência será fixada em aproximadamente R$ 42 milhões, com a retirada de multas, juros e correção monetária. O pagamento será dividido em quatro parcelas entre fevereiro de 2027 e julho de 2028.
A permanência também permite ao clube alongar o pagamento da dívida, que poderia pressionar as obrigações de curto prazo e o processo de adequação do Corinthians ao sistema de fair play financeiro implantado pela CBF.
