A Argentina viveu mais um jogo em que a saúde foi colocada em teste. Depois do sufoco contra Cabo Verde, nesta terça, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, a Albiceleste saiu perdendo por 2 a 0 e conseguiu a virada pra 3 a 2, com Enzo Fernández marcando nos acréscimos. Messi também deixou o dele – obviamente – e se isolou na artilharia da Copa, com oito gols. Nas quartas, os “Hermanos” enfrentarão a Suíça.

Messi comemora gol de empata na vitória da Argentina por 3 a 2 em cima do Egito – REUTERS/Carlos Barria
Os argentinos começaram o jogo tentando se impor em campo, mas o bem organizado time do Egito conseguiu controlar as ações com tranquilidade no início. Depois da pressão, os “Faraós” foram ficando à vontade em campo e começaram a ameaçar.
E foi na jogada mais forte que a equipe africana conseguiu abrir o placar aos 15 minutos: após cruzamento perfeito de Attia, o zagueiro Ibrahim subiu muito bem na área, ganhou do baixinho Lisandro Martínez e cabeceou firme para o fundo das redes.
Mas a Argentina reagiu rápido e conseguiu um pênalti aos 21: Tagliafico recebeu excelente enfiada de bola e foi derrubado em uma chegada desastrada de Hassan. O árbitro François Letexier nem pestenejou e apontou para a marca da cal. Lionel Messi parou no goleiro Shobeir. Segundo penal desperdiçado pelo camisa 10 nesta Copa do Mundo, depois da batida contra a Áustria, ainda na fase de grupos.
E o arqueiro dos “Faraós” teve que trabalhar de novo aos 28, logo após a parada de hidratação: Mac Allister surgiu de surpresa na área após cruzamento e cabeceou bonito, mas viu o “paredão” espalmar no reflexo.
Nova chegada sul-americana aos 31: em cobrança de falta, Messi chutou com muito veneno e viu a bola beliscar a trave.
E o goleiro Shobeir estava mesmo impossível. Aos 39, a Albiceleste chegou tocando a bola, Julián Álvarez recebeu o cruzamento rasteiro e chapou para o fundo das redes. O astro já ia comemorando o gol, mas o egípcio fez outro milagre.
Na volta dos vestiários, o Egito armou o bloco de marcação bem compacto na entrada da área, dificultando o toque de bola dos sul-americanos e tentando armar um contragolpe mortal para definir a partida no Mercedes-Benz Stadium.
E isso quase aconteceu aos 14 minutos, quando Hassan arrancou de forma sensacional e achou Salah, que deu enfiada perfeita para Zico chegar batendo de primeira e estufando as redes. Insanidade total em Atlanta.
No entanto, o árbitro foi chamado ao VAR, que recomendou revisão por uma possível falta no começo da jogada. O juiz francês concordou com a análise do vídeo e anulou o tento, incendiando as arquibancadas do lado argentino.
Vendo a situação se complicar, Lionel Scaloni mexeu na Albiceleste aos 20 minutos, colocando Nico González e Lautaro Martínez em campo para tentar derrubar a “parede” formada pelo Egito na entrada da área.
Mas ainda assim o Egito conseguiu ampliar a vantagem logo na sequência da substituição, em um contra-ataque perfeito puxado por Salah: ele abriu para Hassan, que deixou a zaga argentina perdida e rolou para Zico bater com raiva para dentro.
A Argentina se mandou para o tudo ou nada. Na base do abafa, a equipe conseguiu descontar aos 34 minutos: Messi cruzou bem e encontrou o zagueiro Romero, que cabeceou forte. O goleiro ainda relou na bola, mas ela morreu lá dentro.
O lance deixou a partida maluca de vez, e os atuais campeões do mundo foram para o “abafa” total na reta final. Enchendo a área de atacantes e chutando de todos os lados possíveis, o equipe sul-americana martelou até achar o empate.
Aos 38 minutos, depois de um bate-rebate, a zaga egípcia não conseguiu afastar e a bola caiu nos pés de Messi. Com sua categoria habitual, ele acertou um chute difícil e viu a bola ainda bater na mão de Shobeir e no travessão antes de cruzar a linha.
Aí foi a vez dos argentinos soltarem o grito que estava preso na garganta e “ganharem” as tribunas do estádio em Atlanta, fazendo um barulho ensurdecedor e empurrando sua seleção em busca da virada ainda no tempo regulamentar.
E na pressão total, o gol da vitória veio aos 47 minutos: após cruzamento na medida de Lautaro Martínez, o baixinho Enzo Fernández conseguiu acertar uma cabeçada de rara felicidade para fazer o 3 a 2, escrevendo o nome com força na história dos Mundiais.
Após a classificação, Messi foi se emocionou e chorou bastante. Jogadores e torcedores fizeram uma bonita festa no estádio
