Apoiado pela torcida local, os mexicanos entraram em campo acelerados. O time não deixou o Equador respirar e exerceram uma pressão gigantesca com seis finalizações nos seis primeiros minutos do jogo. Impulsionados pelos mais de 80 mil torcedores presentes no estádio Azteca, os anfitriões tiveram um início de jogo praticamente perfeito e venceram o Equador por 2 a 0, com gols de Quiñones e Raúl Jiménez. Daí em diante, os mexicanos alteraram o plano tático, deram a bola para o adversário e administraram o resultado até o apito final.
Sediando o terceiro Mundial da história, o México não sabe o que é perder no Azteca em jogos de Copa do Mundo. Com a classificação, os mexicanos agora somam dez jogos em Mundiais no estádio, com impressionante retrospecto de oito vitórias, dois empates, 18 gols marcados e apenas dois gols sofridos. O aproveitamento corresponde a 86,6% dos pontos disputados.
A vitória encerrou um jejum de 40 anos do México sem vencer partidas de mata-mata de Copa do Mundo. Desde 1986, a seleção não conseguia avançar até o “jogo cinco” de um Mundial, sempre caindo em fases anteriores.
Agora, os mexicanos aguardam o confronto entre Inglaterra e República Democrática do Congo para conhecerem o adversário nas oitavas de final da Copa do Mundo. O duelo entre europeus e africanos será disputado nesta quarta-feira, às 13h (horário de Brasília), em Atlanta, nos Estados Unidos.

Jogadores do México comemoram gol contra o Equador (Foto: REUTERS/Eloisa Sanchez)
Com tanta intensidade na primeira etapa, o gol não tardou a sair com Alvarado achando belo passe em profundidade para Quiñones correr livre, entrar na área e acertar um forte chute para estufar a rede e abrir o placar. Depois de tomar o gol, o Equador equilibrou o jogo, conseguiu acertar mais passes no meio de campo e ganhou alguns escanteios. Quando o jogo se desenhava a favor dos sul-americanos, o México contou com um erro de Ordóñez, que entregou a bola nos pés de Jiménez. O centroavante passou para Quiñones, recebeu de volta e acertou um chute indefensável, no ângulo, para ampliar a vantagem mexicana no Azteca.
Se o primeiro tempo foi marcado por um futebol envolvente do México, a etapa final foi completamente diferente. Com dois gols de vantagem no placar, os mexicanos alteraram o plano de jogo, se fecharam na defesa, deram a bola para o Equador e apostaram nos contra-ataques. O time sul-americano teve a posse, porém não conseguiu entrar na área e praticamente não levou perigo aos anfitriões.
Nos minutos finais, quando o Equador estava na base do tudo ou nada em busca de sua sobrevivência na Copa do Mundo, o México teve duas boas chances de marcar com Pineda, porém desperdiçou as oportunidades. Ainda deu tempo para Hincapié ser expulso por tapar a boca com as mãos.
