Depois de mais uma vez botar o nome do Brasil na história do tênis, o desfecho não foi como o esperado. Chegou ao fim a melhor campanha de João Fonseca em um Grand Slam. Nesta terça-feira (2), novamente sob os olhares do tricampeão Gustavo Kuerten, o tenista de 19 anos, número 30 do mundo, voltou à Quadra Philippe-Chatrier para disputar as quartas de final de Roland Garros. Não faltou luta, com seis match points salvos, mas o brasileiro acabou superado por outro membro da nova geração do tênis: o tcheco Jakub Mensik, de 20 anos, 27º na lista da ATP. A partida teve placar de 3 sets a 0, com parciais de 6/4, 6/3 e 7/6 (3), em 2h44min. Nas semifinais, Mensik medirá forças com Alexander Zverev, terceiro melhor tenista do ranking e grande favorito ao título em Paris.

João Fonseca se lamenta durante partida contra Jakub Mensik, em Roland Garros — Foto: Clive Brunskill/Getty Images
O jogo desta terça teve condições diferentes das habituais em Roland Garros. A chuva que caiu em Paris fez com que a organização do Grand Slam decidisse fechar o teto da Philippe-Chatrier. Por isso, a quadra ficou um pouco mais pesada, e a bola correu com menos velocidade. Fonseca não conseguiu se adaptar tão bem ao cenário, cometeu muitos erros e viu Mensik ter grande atuação para garantir uma vitória dominante.
Mesmo com a eliminação, Fonseca se colocou entre os oito melhores tenistas de um Grand Slam pela primeira vez. O jovem ainda levou o Brasil de volta às quartas da chave masculina de simples de Roland Garros depois de 22 anos. O último a conseguir o feito tinha sido o tricampeão Gustavo Kuerten, exatamente no dia 2 de junho de 2004. Entre as mulheres, Beatriz Haddad Maia foi semifinalista na edição de 2023.
Para alcançar as quartas de Roland Garros, Fonseca passou pelo francês Luka Pavlovic e pelo croata Dino Prizmic nas duas primeiras rodadas. Depois, em uma batalha épica, o brasileiro superou o sérvio Novak Djokovic, dono de 24 títulos de Grand Slams. Nas oitavas, João dominou o norueguês Casper Ruud, duas vezes vice-campeão em Paris e chamado de “Príncipe do Saibro”, por ter o piso como especialidade.
