É ouro! É histórico! O Dia 14 de fevereiro de 2026 vai ser uma data inesquecível para o esporte brasileiro. Foi o brasileiro de 25 anos quem deu início à prova do slalom gigante, neste sábado, em Bormio, na Itália. E, dali em diante, não largou mais a primeira colocação. Com duas descidas que beiraram a perfeição, sob uma neve que caía persistentemente e temperatura de 3ºC, o esquiador terminou com tempo total de 2min25s00, 0s58 à frente do segundo colocado, o suíço Marco Odermatt.

Lucas Pinheiro Braathen salta no pódio das Olimpíadas de Inverno Imagem: Fabrice COFFRINI / AFP
A medalha inédita de Lucas Pinheiro para o Brasil também é a primeira da América Latina e a terceira de todo Hemisfério Sul. Austrália e Nova Zelândia já haviam alcançado o feito. O melhor resultado do Brasil até agora, desde Albertville 1992, era o nono lugar conquistado por Isabel Clark no snowboard cross, em Turim 2006.
Nova Zelândia chegou ao pódio na edição de Albertville, em 1992, com Annelise Coberger, no esqui-alpino. A Austrália também conquistou sua primeira medalha nas Olimpíadas de Inverno dois anos depois, em Lillehammer-1994, na disputa por equipe masculina na patinação de velocidade em pista curta. Austrália foi o primeiro com ouro, em Salt Lake City-2002, com Alisa Camplin no esqui estilo livre.
Nascido em Oslo, na Noruega, Lucas é filho de mãe brasileira. Trocou a nacionalidade no esqui alpino em 2024, depois de integrar a delegação norueguesa nas Olimpíadas de Pequim 2022, quando não subiu ao pódio.
Desde que passou a defender a bandeira brasileira, Lucas conquistou medalhas em etapas da Copa do Mundo, mas o principal objetivo sempre foi elevar o patamar olímpico de um país que mal tem neve. Missão cumprida nos Jogos de Milão-Cortina, com direito a hino do Brasil no lugar mais alto do pódio.
Outro brasileiro em ação no slalom gigante, Giovanni Ongaro terminou na 31ª colocação, com tempo total de 2min34s15. Foi a primeira participação olímpica do esquiador de 22 anos.
