Em um belo jogo na Arábia Saudita, o Barcelona foi melhor e venceu o Real Madrid por 3 a 2, no estádio King Abdullah Sports City, em Jeddah (Arábia Saudita). A vitória fez o time da Catalunha conquistar o bicampeonato em cima do rival.
Raphinha, protagonista na edição passada da Supercopa, repetiu a dose com dois gols. Lewandowski marcou o outro do Barça. Vini Jr., com um golaço incrível, e Gonzalo García descontaram para os espanhóis.
Com o troféu, o Barça amplia a vantagem entre os maiores campeões da Supercopa. Agora, os culés possuem 16 taças, contra 13 dos merengues.

Barcelona é bicampeão da Supercopa da Espanha (Foto: REUTERS/Vincent West)
O primeiro tempo foi um verdadeiro amasso do Barcelona, que teve 76% de posse de bola e mais finalizações (9 a 5). O jogo coletivo dos catalães sobressaiu especialmente na reta final da etapa, e Raphinha abriu o placar um minuto após perder chance incrível. O Real Madrid parecia nas cordas, mas Vini Jr. botou a bola debaixo da trave e fez um golaço espetacular para empatar.
A igualdade não durou dois minutos, e Lewandowski desempatou ao aproveitar erro coletivo da zaga merengue e ótimo passe de Pedri. Ainda nos acréscimos, a zaga do Barcelona, sempre errante, cochilou. Gonzalo García pegou rebote e empatou. Um primeiro tempo eletrizante, e o empate só aconteceu devido ao problema crônico que os catalães têm no sistema defensivo.
O segundo tempo foi bastante equilibrado, e o Real Madrid começou marcando alto, sempre liderado por Vini Jr., o melhor dos merengues. Hansi Flick reparou, colocou Dani Olmo e Ferrán Torres nos lugares de Fermín López e Lewandowski para ganhar mobilidade. Deu certo, a dupla tabelou no lance do gol do título, e a bola sobrou limpa para Raphinha decidir com o pé direito. A bola desviou em Asencio e matou Courtois. Esse aí nasceu para decidir “El Clásico”.
Eleito o melhor da partida, Raphinha mudou a realidade no “El Clásico”. Depois de passar em branco nos primeiros sete jogos contra o Real Madrid, ele marcou sete gols nos últimos cinco confrontos. Nos últimos três jogos em que marcou, aliás, sempre terminou a partida com dobletes (dois gols num jogo). Foi eleito merecidamente o MVP (jogador mais valioso) do duelo.
